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Energia a preços acessíveis não é possível sem olhar para a eficiência energética

Sábado, 16.11.13

O recente relatório “World Energy Outlook2013”, da Agência Internacional de Energia, mostra que a crescente exploração de fontes de petróleo e gás não convencionais não significa que o mundo se encontra perante uma nova “era dourada” de exploração de combustíveis fósseis. Energia a preços acessíveis para todos é mais importante hoje do que nunca, e torna-se urgente implementar a curto prazo medidas para promover a eficiência energética e reduzir os preços da energia a nível global.   

O estudo mostra ainda que a crescente exploração de fontes de petróleo e gás  não convencionais, como o petróleo de xisto nos Estados Unidos e as areias betuminosas no Canadá, permitirá compensar (em parte) o fosso crescente entre a procura mundial de petróleo e a produção de petróleo bruto convencional nas próximas décadas. Já a produção dos atuais campos petrolíferos deverá diminuir em mais de 40 milhões de barris por dia em 2035.

A fração de petróleo convencional no consumo deverá recuar em 2035 para cerca de 65 milhões de barris por dia, contra os atuais 70 milhões de barris. A descoberta de novas jazidas de petróleo, como as do Brasil, poderá compensar este declínio. Paralelamente, o acesso aos recursos não convencionais graças ao avanço tecnológico vai conceder vantagens competitivas aos Estados Unidos em relação à União Europeia e ao Japão, sobretudo nos setores como o do aço, do papel e do cimento. No entanto, e apesar das suas reservas domésticas destes recursos, o Médio Oriente vai tornar-se o segundo maior consumidor mundial de gás em 2020 e o terceiro maior consumidor de petróleo em 2030.

A eficiência energética continua, apesar de tudo, a ter um papel fundamental e um potencial muito vezes ignorado ou por desenvolver. Dois terços do potencial de poupança em eficiência energética continua por explorar, enquanto não forem derrubadas algumas barreiras de mercado, como os perversos subsídios aos combustíveis fósseis. As fontes de energia de baixas emissões de carbono vão corresponder a cerca de 40% do crescimento da procura de energia global. [ver sumário executivo]

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por Quercus às 09:00





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