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Alterações climáticas – dados divulgados abrangendo Portugal são extremamente preocupantes e exigem ação

Segunda-feira, 30.09.13

Hoje, dia 30 de Setembro, o Painel Intergovernamental de Cientistas para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) apresenta o relatório científico completo sobre a ciência climática e com os impactes esperados para a Europa. Na sexta-feira passada, foi apenas dado a conhecer o resumo para decisores políticos com as principais conclusões.


Neste relatório, a Europa é abordada por regiões, sendo que o Sul da Europa e Mediterrâneo inclui Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Eslovénia, Croácia, Hungria, Roménia, Bulgária e partes de França.


Impactes esperados para Portugal para o período 2080-2100


- Precipitação total deve diminuir; os eventos de precipitação diária serão de maior intensidade e mais frequentes, ou seja, menos chuva e mais concentrada. O risco de inundações aumentará.
- Os caudais anuais de água devem diminuir no Sul da Europa e Mediterrâneo até 40%.
- Devido à diminuição da precipitação nas estações quentes, é esperado que aumentem os episódios de seca e escassez de água; os incêndios florestais vão aumentar.
- As culturas agrícolas devem diminuir entre 15% a 20% em toda a região mediterrânea, com um aumento esperado de conflitos relacionados com a segurança alimentar. Os fenómenos climáticos extremos também irão diminuir a segurança alimentar nesta região. O aumento do calor irá ter impactes negativos na saúde animal e na produção alimentar. É provável que diminuam as áreas de pastagem.
- A população que sofre de subnutrição na zona do Mediterrâneo poderá aumentar entre 25% a 90%, mesmo com um aumento da temperatura global abaixo dos 2o Celsius.
- Devido à subida do nível do mar, irá diminuir a disponibilidade de água potável e irá aumentar os níveis de salinização da mesma, em toda a costa Mediterrânea. O PIB irá diminuir 5 a 10% com os custos relacionados com a adaptação às alterações climáticas e 14% sem adaptação, devido à subida do nível do mar.
- Prevê-se a extinção de 60% a 80% das espécies no Sul da Europa e Mediterrâneo, mesmo com aumento da temperatura global abaixo dos 2o C.
- As alterações nos caudais dos rios irão afetar a produção de energia renovável pelas grandes barragens, disponibilidade de água, bem como os ecossistemas.

Posição de Portugal e da União Europeia deve ser forte na próxima Conferência das Nações Unidas sobre clima em Varsóvia

A ambição da União Europeia (UE) em material de combate às alterações climáticas tem esmorecido nos últimos cinco anos. A UE deve aprovar uma redução de 40% de gases de efeito de estufa até 2020, reforçar objetivos obrigatórios para as energias renováveis e eficiência energética, bem como estabelecer objetivos para 2030 e 2050.

Este relatório vem demostrar que as alterações climáticas já estão a afetar a Europa e que vai piorar sem uma forte ação climática.
Estas previsões - bastante alarmantes para a Europa e, principalmente para o Sul da Europa - devem incentivar a UE e s Estados-membros a adotar medidas mais fortes para a redução de GEE.

O risco dos efeitos catastróficos de desnutrição, conflitos alimentares, incêndios florestais, inundações e extinção de espécies é demasiado elevado para não se tomar uma ação. É fundamental o corte nos subsídios aos combustíveis fósseis para que sejam adotadas medidas para um novo desenvolvimento baseado numa economia de baixo carbono, dentro e fora da União Europeia.

A Quercus estará em Varsóvia e já está a acompanhar as discussões e trabalhos preparativos através do blogue http://varsovia.blogs.sapo.pt/.

Lisboa, 30 de setembro de 2013
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

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por Quercus às 14:19

RTP: Cientistas lançam alerta para as alterações climáticas

Sexta-feira, 27.09.13

Francisco Ferreira, da Quercus, explica no Bom Dia Portugal, da RTP, os dados do último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC):

Artigos relacionados:

Alterações climáticas: um futuro dramático para Portugal e para o planeta, mas que ainda pode ser minimizado

5º Relatório do Grupo 1 do IPCC: “O aquecimento do sistema climático é inequívoco”

Quercus acompanha o lançamento do mais importante relatório científico: 5º Relatório de Avaliação do IPCC será lançado dia 27

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por Quercus às 10:53

Alterações climáticas: um futuro dramático para Portugal e para o planeta, mas que ainda pode ser minimizado

Sexta-feira, 27.09.13

Hoje às 9 horas (hora de Portugal) o Painel Intergovernamental de Cientistas para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) lançou, em conferência de imprensa, o mais importante relatório científico sobre a ciência climática (sumário em inglês). A conclusão é unanime: as alterações climáticas estão a acontecer, o maior causador são as atividades humanas. As previsões devem-nos deixar muito preocupados, mas ainda é possível evitar o pior.

Este 5º relatório foi elaborado por mais de 800 cientistas e beneficia de modelação mais avançada e de uma maior compreensão sobre as alterações climáticas por comparação com relatórios anteriores. Hoje foi lançado o relatório relativo ao grupo de trabalho sobre ciência climática. Durante 2014, serão lançados os relatórios relativos aos outros grupos de trabalho sobre impactes das alterações climáticas (em março 2014) e mitigação das alterações climáticas (abril de 2014). Em outubro de 2014, será lançado, por último, o relatório global de síntese.

O relatório sobre ciência climática, hoje divulgado, aborda diversos aspetos, entre eles a velocidade atual e futura a que o planeta está a aquecer, os impactes sobre as comunidades e biodiversidade e as principais medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

Consequências graves

As principais conclusões apontadas pelo relatório e selecionadas pela Quercus são as seguintes:

- Devido aos avanços da ciência do clima e da modelação, estamos mais certo do que nunca que os seres humanos são responsáveis pela maior parte do aquecimento global e seus impactos. As emissões de carbono são responsáveis por todo o aquecimento nos últimos 60 anos. O aumento da temperatura global poderá atingir 4,8 graus Celsius entre os períodos 1986-2005 e 2081-2100.

- As alterações climáticas estão a conduzir a mais fenómenos extremos: ondas de calor, chuvas intensas e subida do nível do mar (poderá atingir 98 cm entre 1986-2005 e 2100).

- Os impactes ambientais estão a acelerar: as camadas de gelo estão a derreter muito mais rapidamente, o aumento do nível do mar está a acelerar e o gelo do mar Ártico está a desaparecer a um ritmo surpreendente.

- Os oceanos têm absorvido uma grande quantidade de CO2, o que está a causar um aumento da acidez que pode perturbar de forma catastrófica toda a cadeia alimentar marinha.

Aspetos mais pertinentes para Portugal

Apesar de os dados mais precisos às escalas regionais só virem a ser divulgados oficialmente na próxima segunda-feira, sabe-se desde já que para países do Sul da Europa e da zona Mediterrânica, as perspetivas são dramáticas: menos chuvas mas mais concentradas no tempo e associadas a cheias, mais fogos, custos muito elevados para combater a subida do nível do mar, menor produção agrícola, maior pobreza, e uma enorme perda de biodiversidade.

Questões cruciais

Há uma pausa recente no aquecimento global?

Este relatório diz que o aquecimento global combinado de oceanos e atmosfera tem continuado a aumentar sem parar. O aquecimento do ar à superfície diminuiu recentemente, porque o calor foi antes absorvido pelo oceano mas irá voltar para a atmosfera em poucos anos. É um ciclo que ocorreu várias vezes ao longo das últimas décadas. A trajetória de longo prazo permanece a mesmo.

Os modelos usados não estão errados? Não houve uma sobrestimação do aquecimento recente?

Este relatório observa que os modelos estão certos no panorama e tendência globais. Por vezes, os modelos não preveem flutuações de curto prazo, como a recente desaceleração do aquecimento das temperaturas da superfície. Isto é eles consideram a lentidão do aquecimento em determinados períodos, mas podem não acertar no período exato em que tal acontece. O relatório diz-nos que, a longo prazo, os modelos correspondem à tendência observada a longo prazo no aquecimento das temperaturas à superfície.

O que dizer sobre a revisão da “sensibilidade climática”?

Infelizmente, a revisão da chamada “sensibilidade climática” é pequena e não muda o fundamental: as emissões estão a subir rapidamente para o cenário pior, que será catastrófico, não importando assim o nível exato de sensibilidade climática. Por outro lado, a boa notícia é esta revisão aumentar a nossa confiança de que podemos manter o aquecimento abaixo do limiar de 2 graus se estivermos no caminho certo, isto é, não é inevitável ultrapassar esse limite nos próximos anos.

Este relatório considera que não há nenhuma ligação entre a seca e a mudança climática?

O relatório observa que a seca tem aumentado em várias regiões. O relatório também constata que a precipitação aumentou noutras regiões. Essas mudanças anulam-se quando se toma uma visão global, sendo que a uma escala regional há um claro aumento na seca.

Conferência das Nações Unidas sobre clima em Varsóvia é próximo momento decisivo

O relatório agora divulgado lança para a discussão política que irá acontecer em novembro, em Varsóvia, um dado muito importante: há um limite à emissão de dióxido de carbono (CO2) para o aquecimento do planeta não exceder 2º Celsius. Neste momento, já usámos mais de metade do CO2 que podemos. O relatório traça um caminho claro para evitar alterações catastróficas. Temos que começar a diminuir as emissões, com cortes significativos nos próximos anos, eventualmente, baixando as emissões nas próximas décadas para zero.

A 11 de novembro de 2013, em Varsóvia, os líderes mundiais estarão reunidos na Cimeira anual convocada pelo secretário-geral da ONU Ban Ki Moon para enfrentar a atual "ameaça ao desenvolvimento, à estabilidade dos países e economias e à saúde do planeta”.

Os governos devem criar mais fundos para aumentar a resiliência e o apoio às comunidades vulneráveis que já sofrem os impactes das alterações climáticas. Mais recursos estariam disponíveis se os governos eliminassem os subsídios atribuídos aos combustíveis fósseis e, em vez disso, estimulassem o acesso às energias limpas e renováveis para todos.

A garantia por um futuro climático seguro será possível se os governos desviarem os investimentos de desenvolvimento tecnológico de novos processos de extração de combustíveis fósseis (gás de xisto e areias betuminosas) para a energia limpa e renovável, bem como para soluções inovadoras sobre formas mais eficientes de utilização de energia. As soluções existem e tomar medidas faz sentido, proporcionando importantes benefícios para as comunidades, economias e ambiente que delas dependem.

A Quercus estará em Varsóvia e já está a acompanhar as discussões e trabalhos preparativos através do Blog http://varsovia.blogs.sapo.pt/.

Lisboa, 27 de setembro de 2013

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

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por Quercus às 09:45

5º Relatório do Grupo 1 do IPCC: “O aquecimento do sistema climático é inequívoco”

Sexta-feira, 27.09.13

"O aquecimento do sistema climático é inequívoco e, desde a década de 1950, muitas das mudanças observadas não têm precedentes nas últimas décadas a milénios. A atmosfera e o oceano aqueceram, as quantidades de neve e gelo diminuíram, o nível do mar subiu, e aumentaram as concentrações de gases com efeito estufa", lê-se no sumário do 5º relatório do Grupo 1 do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), disponível aqui em inglês.

O documento foi elaborado por 259 cientistas de 39 países, com contributos de mais de 600 autores, e contém 9200 referências a estudos científicos maioritariamente publicados depois de 2007. O texto final contou também com 54677 comentários. Seguem-se nos próximos meses mais dois relatórios e, em Novembro de 2014, a publicação de um documento síntese.

Ver comunicado de imprensa do IPCC (em inglês)

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por Quercus às 09:36

Quercus acompanha o lançamento do mais importante relatório científico: 5º Relatório de Avaliação do IPCC será lançado dia 27

Quarta-feira, 25.09.13

Na próxima sexta-feira de manhã, 27 de setembro, o Painel Intergovernamental de Cientistas para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) publica o 5º relatório sobre a ciência climática, também conhecido por relatório do Grupo 1. Com base na melhor análise científica e pelo que já foi divulgado, uma das principais conclusões do relatório será que agora estamos mais certos do que nunca que os seres humanos são os principais causadores das alterações climáticas.

Em cada relatório de avaliação, um grupo de cientistas de todo o mundo analisa a mais recente investigação científica sobre alterações climáticas. Este 5º relatório foi elaborado por mais de 800 cientistas e beneficia, ainda, de modelação mais avançada e de uma maior compreensão sobre as alterações climáticas. Esta sexta-feira, 27 de setembro, será lançado o relatório relativo ao grupo de trabalho sobre ciência climática. Durante 2014, serão lançados os relatórios relativos aos outros grupos de trabalho sobre impactes das alterações climáticas (em março 2014) e mitigação das alterações climáticas (abril de 2014). Em outubro de 2014, será lançado, por último, o relatório global de síntese.

O 4º relatório de avaliação do IPCC, publicado em 2007, foi um catalisador importante para a ação climática a nível nacional e internacional. Este relatório forneceu a base científica para as negociações internacionais no período que antecedeu à Cimeira das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, em Copenhaga, em 2009.

Já se sabe que o 5º relatório mostrará, com maior clareza que nunca, que as alterações climáticas são reais, são causadas pelas atividades humanas e requerem medidas urgentes. O nível do mar está a subir, os padrões da precipitação estão a mudar, o gelo no mar está a diminuir e os oceanos estão a acidificar – todos estes impactes têm consequências graves para as nossas comunidades, economias e biodiversidade.

Neste momento, o resumo deste relatório para os decisores políticos está a ser negociado linha por linha entre o IPCC e os delegados governamentais de todo o mundo. Esta negociação significa que todos os países aceitam que o que está escrito no relatório é rigoroso. Após a divulgação do relatório sobre a ciência climática, os líderes de todo o mundo devem ser lembrados de que concordaram que as alterações climáticas estão a acelerar mais rapidamente do que nunca, que os seres humanos são a causa dessas mudanças e que é, portanto, hora dos mesmos corrigirem a sua trajetória de desenvolvimento. Não deve haver qualquer líder no mundo que não tenha já observado os dramáticos impactes das alterações climáticas têm ocorrido nos últimos anos.

As alterações climáticas são um problema complexo, tal como mostram as mais de duas mil páginas do relatório. Mas a maior barreira para a solução do problema é política – as soluções já as temos na mão.

Se queremos ficar abaixo de 2º Celsius de aquecimento global, já usámos mais de metade do nosso orçamento global de carbono. Na reunião de Cancún, em 2010, os líderes concordaram que era necessário agir imediatamente. Na reunião de Doha, em 2011, voltaram a reafirmá-lo.

A 11 de novembro de 2013, em Varsóvia, os líderes mundiais estarão reunidos na Cimeira anual convocada pelo secretário-geral da ONU Ban Ki Moon para enfrentar a atual "ameaça ao desenvolvimento, à estabilidade dos países e economias, à saúde do planeta. " Em Varsóvia, serão conhecidos, e como tal incontornáveis, os resultados completos do 5º relatório do IPCC sobre a ciência climática.

Os governos devem criar mais fundos para aumentar a resiliência e o apoio às comunidades vulneráveis que já sofrem os impactes das alterações climáticas. Mais recursos estariam disponíveis se os governos eliminassem os subsídios atribuídos aos combustíveis fósseis e, em vez disso, estimulassem o acesso às energias limpas e renováveis para todos.

A garantia por um futuro climático seguro será possível se os governos desviarem os investimentos de desenvolvimento tecnológico dos novos combustíveis fósseis (gás de xisto e areias betuminosas) para a energia limpa e renovável, bem como para soluções inovadoras sobre formas mais eficientes de utilização de energia. As soluções existem e tomar medidas faz sentido, proporcionando importantes benefícios para as comunidades, economias e meio ambiente que delas dependem.

A Quercus estará em Varsóvia e já está a acompanhar as discussões e trabalhos preparativos através do Blog http://varsovia.blogs.sapo.pt/.

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por Quercus às 09:53

Activistas e cidadãos alemães dizem não a mais minas de carvão castanho a céu aberto

Sexta-feira, 06.09.13

Um grupo de ONG e de cidadãos alemães lançaram uma campanha contra os planos da empresa sueca Vattenfall para extrair mais de 700 milhões de toneladas de lenhite (carvão castanho) em cinco minas a céu aberto na região de Lausitz. Durante o período de consulta pública que está a decorrer, e que permite a participação de cidadãos de todo o mundo, é pedida a colaboração numa de duas petições (subscreva apenas uma):

Petição do Greenpeace: http://www.greenpeace.org/international/en/getinvolved/stop-destruction-for-coal/


Campanha “Avô sem Lobby" (Gruene Liga, Bund, DUH, etc): https://www.opa-ohne-lobby.de/en

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por Quercus às 12:09





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