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A União Europeia precisa de um novo compromisso que faça avançar a ação climática internacional

Segunda-feira, 14.10.13

Foto: Conselho da União Europeia

Os ministros europeus do ambiente começaram hoje a preparar o terreno para a liderança da UE no avanço das próximas negociações internacionais sobre o clima [ver conclusões do Conselho Europeu do Ambiente]. A história tem mostrado que chegar às COP [Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas] com posições claras e coerentes é uma das melhores formas de influenciar positivamente as negociações.

“É boa a proposta da UE, que estabelece 2014 como prazo para que os países apresentem novas metas climáticas”, diz Ulriikka Aarnio, da Rede de Acção Climática (CAN Europa). "No entanto, os ministros não fazem qualquer referência ao aumento do objectivo europeu de curto prazo. A UE continua a desafiar os outros países a aumentar a ação, mas recusa rever a meta de 20% de redução de emissões até 2020, objectivo já ultrapassado. O aumento desta meta a nível europeu é fundamental para garantir os aliados de que a UE necessita, a tempo de assegurar um acordo ambicioso e vinculativo em 2015, em Paris”.

Para construir essas alianças com sucesso, os Estados-Membros devem também alterar a sua fraca abordagem ao financiamento climático. Amanhã, na reunião dos 28 ministros das Finanças da UE (Ecofin), os ministros devem esclarecer como vão cumprir as promessas que fizeram há alguns anos no sentido de intensificar a ajuda financeira aos países mais vulneráveis [saiba mais aqui]. Na Mesa Redonda de Alto Nível sobre Financiamento Climático na COP19, em Varsóvia, a UE deve estar pronta para firmar compromissos para 2014 e 2015, inclusive avançando com compromissos iniciais para o Fundo Verde para o Clima.

Infelizmente, as propostas europeias para o desenvolvimento das negociações sofreram um revés devido à conturbada presidência polaca da COP, que tem prejudicado gravemente a credibilidade da UE. O envolvimento da Polónia com o grupo de lobby anti-clima Business Europe na pré-COP, acolhendo uma polémica conferência sobre carvão e clima, e a aceitação de patrocínios de “empresas sujas”, provocaram tensões mesmo antes da COP ter início. Se quer ser vista como um dos actores relevantes nestas negociações, a UE tem de lidar com o comportamento contraproducente do seu estado pária.

(adaptado deste comunicado da Rede Europeia de Ação Climática - CAN Europe)

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por Quercus às 19:22





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