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Onda de calor do Verão de 2013 deixa mais 1684 mortos

Terça-feira, 05.11.13

Foto: CC Lykaestria 

A onda de calor do verão de 2013 resultou num aumento de mais de 30% na mortalidade, com 1684 óbitos acima dos valores esperados, revela um relatório da Unidade de Apoio à Autoridade de Saúde Nacional e à Gestão de Emergências em Saúde Pública, da Direcção-Geral de Saúde [ver PDF]. O documento, divulgado ontem, aponta que "a onda de calor a que Portugal continental esteve sujeito, de 23 de junho a 14 de julho, teve um impacto apreciável na saúde da população, com todos os indicadores estudados a registar acréscimos, com especial destaque para a mortalidade, em relação à qual foi estimado um excesso de óbitos superior a 30%."

Segundo a DGS, "observou-se um excesso de 1684 óbitos que correspondeu a um aumento relativo de 32%, com maior relevo nas mulheres (45%) em comparação com os homens (21%). Por grupo etário, apenas foi observado excesso de mortalidade significativo na população acima dos 75 anos de idade. Abaixo deste limiar da idade, foram observados excessos de mortalidade entre os 45 e os 74 anos, que não se revelaram estatisticamente significativos". 

A nível geográfico, estes excessos de mortalidade foram mais significativos no Norte (41%) e o Centro (36%). Esta onda de calor teve um impacto apreciável na mortalidade, situando-se, quando comparada com as ondas de calor que afetaram Portugal em 1981, 1991 e 2003, no terceiro lugar, atrás da onda de 1981 (1900 óbitos estimados), mas ultrapassando a onda de 1991 (1000 óbitos).

Durante o fenómeno climático térmico extremo houve um aumento da procura de cuidados médicos nos serviços de urgência, particularmente evidente no período de 3 a 15 de Julho, com picos máximos nos dias 1, 8 e 15, sendo o maior o do dia 8. Verificou-se, também, um acréscimo do total de chamadas para a linha Saúde 24 de 4,4% e, nas chamadas por “calor”, de 46,7 %, bem como uma subida de 27,8% no número total de ocorrências registadas pelo INEM (em relação ao mesmo período de 2012), com acréscimos percentuais significativos das ocorrências designadas por “alteração de estado de consciência” (42,4%) e “dispneia” (24,6%). 

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), ocorreu em Portugal continental uma onda de calor entre 22 e 30 de junho, em particular na região Centro, que variou entre 7 e 9 dias, seguida por novo fenómeno com início a 3 de julho, na região de Trás-os-Montes, que se prolongou até ao dia 13. O estudo conclui que "a preparação de medidas de informação e de proteção das populações, bem como a sua divulgação e ativação em tempo útil, perante a previsão de uma onda de calor, é da maior importância" para minimizar os efeitos destes fenómenos extremos na saúde e na mortalidade. [Fonte: DGS]

Notícias:

Correio da Manhã: Onda de calor em Portugal matou perto de 1700 pessoas
Expresso: Quase 1.700 mortos a mais no verão devido à onda de calor
PÚBLICO: Onda de calor no Verão fez quase 1700 mortos em Portugal 

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por Quercus às 13:46





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