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'Polónia recebe conferência das Nações Unidas sobre o clima. A Quercus participa no encontro.'

Segunda-feira, 11.11.13

Na RTP: " Na Polónia, em Varsóvia, no Estádio Nacional, tem inicio uma conferência, das Nações Unidas, sobre o clima. O objetivo da reunião, onde participam representantes de 200 países, é preparar um novo pacto sobre alterações climáticas. O acordo global será confirmado, em 2015, em Paris, numa reunião das Nações Unidas. A Quercus participa no encontro."

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por Quercus às 13:03

Já começou a #COP19

Segunda-feira, 11.11.13

Acaba de ter início em Varsóvia, na Polónia, a 19ª Conferência das Partes (COP19) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. A sessão de abertura (em directo aqui) está a ser marcada pelos discursos de ocasião, a começar pelo do presidente da COP18, que decorreu no Qatar, que saudou os países que ratificaram o segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto, e desafiou outros a fazerem o mesmo. Abdullah Bin Hamad Al-Attiyah destacou ainda os desenvolvimentos obtidos em Doha a nível do mecanismo de “perdas e danos”.

O sucessor, na COP19, é o ministro do ambiente polaco, que considera que “as alterações climáticas são um problema mundial, se não concertarmos acções, e uma oportunidade, se trabalharmos juntos”. Marcin Korolec promete fazer tudo para que a COP19 seja um sucesso em termos de organização e de resultados, e promete transparência nas negociações e nos esforços para atingir o consenso entre as partes. [texto da intervenção]

A secretária executiva da Convenção Quadro da ONU sobre Alterações Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, lembra que apesar da COP19 ter lugar num estádio de futebol, "as negociações não são um jogo com dois lados". "Ganhamos todos, ou perdemos todos", diz, porque é a humanidade que está em causa. À semelhança do ministro polaco, Figueres deixa uma palavra solidária às Filipinas, assolada nos últimos dias pelo tufão Haiyan, e aponta as quatro prioridades da COP19: clarificar o modelo de financiamento; construir um mecanismo que ajude as populações vulneráveis a responder aos efeitos da alterações climáticas; delinear o caminho para o período pré-2020; e clarificar o novo acordo para 2015 [texto integral da intervenção].

Depois de uma breve saudação da presidente da câmara de Varsóvia, seguiu-se a intervenção de Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que recordou os dados preocupantes da primeira parte do 5º relatório do IPCC, apresentado recentemente (ver apresentação em PDF). 

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por Quercus às 09:34

Alterações climáticas: Conferência em Varsóvia não pode ser mais um passo em falso contra o clima

Segunda-feira, 11.11.13

Tem início hoje, dia 11 de Novembro, em Varsóvia, prolongando-se até 22 de Novembro, a 19ª Conferência das Partes (COP19) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que terá como grande objetivo preparar uma nova tentativa de acordo global a alcançar na 21ª reunião, a realizar-se em Paris em 2015.

A partir de um conjunto de decisões tomadas em 2011, na COP17 da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), em Durban, na África do Sul, os países presentes reafirmaram a sua vontade em ultrapassar o problema das alterações climáticas. Estas decisões foram reafirmadas no ano passado na COP18, em Doha, Qatar. Contudo, estas resoluções ainda estão para passar à ação, pois as emissões globais de gases de efeito de estufa (GEE) continuam a empurrar o mundo para um aumento de temperatura de 4 graus Celsius até ao final deste século, em relação aos níveis de temperatura pré-industrial. 

Os limites do planeta e o presente estado de equilíbrio dos ecossistemas estão prestes a ser ultrapassados. Já assistimos a impactes devastadores das alterações climáticas um pouco por todo o mundo, em forma de tempestades, cheias, secas e um número crescente de eventos climáticos extremos. Estes fenómenos estão a custar aos países recursos financeiros escassos, enquanto a economia global continua a enfrentar uma crise de grandes proporções. Os impactes são tratados de forma isolada e temporária, preferindo-se ignorar a raiz do problema.

A falta de vontade política continua a ser o maior impedimento do progresso das negociações no quadro da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC, em inglês). A insuficiência de recursos financeiros tem dificultado ações de mitigação mais ambiciosas e a operacionalização efetiva dos mecanismos que podem ajudar a lidar com os impactes das alterações climáticas a nível mundial. Equidade, perdas e danos são outras questões chave que continuam a ser ignoradas.

Chegou, pois, a altura dos países enfrentarem a realidade das alterações climáticas, de mostrarem liderança e coragem para tomarem neste momento decisões difíceis mas necessárias. A falta de vontade política não deve continuar a impedir a definição de ações ambiciosas que façam frente às alterações climáticas. 

Ainda é possível traçar o caminho para um futuro climático seguro. Para isso, os países presentes nesta Conferência em Varsóvia devem assumir os compromissos necessários para assegurar um aumento de temperatura global abaixo dos 2,0 - 1,5ºC. É necessário um acordo climático global em 2015 e, até lá, só temos mais duas reuniões entre as partes. O tempo é essencial para cumprir este objetivo e há muitos assuntos por resolver, sendo o principal a falta de confiança entre países.

Esta reunião deve ter como meta trabalhar com vista a um plano climático justo, ambicioso e vinculativo aplicado a todo o mundo. A Quercus considera que a prioridade da Conferência deve ser o aumento da ambição de redução de emissões a curto-prazo e de financiamento das medidas. Estes resultados ajudarão a cimentar a confiança entre os países e a criar condições para um novo e efetivo regime climático pós-2015.

Uma Conferência num país que tem bloqueado as politicas climáticas europeias

Enquanto se prepara para receber a COP19, acolhendo milhares de delegações oficiais, diplomatas, ativistas, empresários e jornalistas, a Polónia é na verdade um exemplo muito negativo em termos de política climática, quer pela forte utilização de carvão na produção de eletricidade, quer pela oposição às metas de redução de gases de feito de estufa (GEE) da União Europeia. Neste contexto, há fortes dúvidas sobre se a Polónia é o anfitrião adequado para as atuais negociações.

Estamos a falar de um país que conta atualmente com o carvão para assegurar 90 por cento da sua produção de energia (elétrica e calor). A utilização de carvão é defendida pelo governo polaco junto da população por ser uma fonte de energia nacional. No entanto, mais de metade do carvão utilizado já é importado. Neste momento, o governo está a avançar com duas novas centrais térmicas a carvão que podem violar as leis da União Europeia por não incorporarem a captura e sequestro de carvão (CCS, na sigla em inglês).

Ao mesmo tempo, a Polónia mantém-se firme contra uma meta mais ambiciosa de emissões que exigem o corte de 40% entre 1990 e 2030, afirmando que isso poderá prejudicar sua economia. Atualmente, a meta da UE é de reduzir 20% até 2020, em relação a 1990, praticamente atingida à custa da crise económica e não de políticas ativas fortes de mitigação.

No âmbito do Protocolo de Quioto, a Polónia foi obrigada a reduzir 6 por cento das emissões de GEE, mas reduziu mais de 30 por cento em relação a 1990; porém, as associações de ambiente defendem que os cortes resultam da reestruturação da indústria estatal e não dos esforços de mitigação.

Portugueses, preocupem-se!
Destruição das praias e ameaça às zonas de litoral de povoações costeiras deverá ser risco mais dramático para Portugal

A Conferência em Varsóvia surge imediatamente a seguir à divulgação da primeira parte do 5º relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas. Considerando as previsões feitas por estudos portugueses (SIAM em 2004), e os impactes previstos para a região em que Portugal se insere (Mediterrâneo e Europa do Sul), anunciados no presente relatório e também no anterior (de 2007), a subida do nível do mar é uma das maiores preocupações para Portugal.

Os impactes ambientais estão a acelerar: as camadas de gelo estão a derreter muito mais rapidamente, o aumento do nível do mar está a acelerar e o gelo do mar Ártico está a desaparecer a um ritmo surpreendente. Devido à subida do nível do mar, a disponibilidade de água potável irá diminuir, aumentando os níveis de salinização da mesma em toda a costa Mediterrânea. Esta subida do nível do mar (que poderá atingir uma média de 98 cm entre 1986-2005 e 2100), causada pela expansão dos oceanos decorrente do aumento da temperatura e do degelo, poderá vir a destruir 67% das zonas costeiras do nosso país.

A ameaça ao nosso território é real, dramática e poderá ter fortes implicações económicas e sociais, pelo que os portugueses deverão estar na primeira linha de defesa de uma política climática ambiciosa a nível mundial, acompanhando o tema à escala nacional e europeia com o maior interesse e participação.

Lisboa, 11 de novembro de 2013
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

Actualização: ver documento com as expectativas da Rede de Ação Climática (CAN, na sigla em inglês), a maior rede mundial da sociedade civil, com mais de 850 organizações em 90 países, que trabalham em conjunto na promoção da ação governativa para lidar com a crise climática. A Quercus é membro da CAN Internacional fazendo parte do núcleo regional europeu, a CAN Europa.

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por Quercus às 01:52

Connie Hedegaard: COP19 deve estabelecer calendário para acordo vinculativo em 2015

Terça-feira, 05.11.13

A comissária europeia para o Clima está satisfeita com a campanha "Um mundo que me agrade, com um clima de que goste" (#worldulike), que se centrou em cinco países, entre os quais Portugal, e que termina na quinta-feira, com o anúncio do projecto vencedor. “Ultrapassou as nossas expectativas, com o envolvimento de milhões de europeus”, disse esta tarde Connie Hedegaard (@CHedegaardEU) durante uma entrevista via Twitter.

Na iniciativa conduzida pelo The Climate Group (@ClimateGroup), a comissária europeia respondeu a 45 minutos de perguntas feitas através desta rede social, sobretudo relacionadas com a campanha e com a próxima ronda de negociações sobre alterações climáticas, na COP19, que começa no dia 11, na Polónia. “Para [um futuro acordo vinculativo em] 2015 é fundamental que em Varsóvia haja consenso sobre o calendário e que se comecem a discutir as questões mais difíceis”, disse. [ver entrevista integral - em inglês]

Notícia relacionada:
Concurso europeu distingue projecto "Pastagens Semeadas Biodiversas"

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por Quercus às 19:26

Vem aí a décima nona COP sobre alterações climáticas

Sexta-feira, 01.11.13

 

COP19 é a designação dada à décima nona Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC), que irá decorrer em Varsóvia, na Polónia, entre 11 e 22 de Novembro. O encontro inclui a realização da nona Conferência das Partes enquanto reunião das Partes do Protocolo de Quioto (CMP9) e deverá começar a preparar o caminho para um novo acordo internacional vinculativo a celebrar em 2015.

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por Quercus às 23:00

Parlamento Europeu defende eliminação dos gases de efeito de estufa até 2050

Quinta-feira, 24.10.13

O Parlamento Europeu aprovou ontem uma resolução para a próxima cimeira do clima (COP19), que terá lugar em Novembro, na Polónia, na qual defende a eliminação progressiva das emissões de gases de efeito de estufa até 2050. O documento, que ainda não está disponível na página oficial, salienta que o próximo acordo mundial sobre alterações climáticas, a negociar na COP19 em Varsóvia, e previsto para 2015, tem de cumprir a meta de redução de emissões abaixo dos níveis de 1990 até 2030 e deve visar a eliminação progressiva das emissões globais de carbono até 2050.

A resolução de 69 pontos reconhece a tendência actual de emissões irá resultar no aquecimento da atmosfera em 2°C acima do período pré-industrial dentro de 20 a 30 anos, e de 4°C até 2100, mas ao contrário do pretendido pelas ONG, não assume definitivamente as metas de redução de 30% dos gases de efeito de estufa até 2020 (a actual meta da UE é de 20%, com possibilidade de aumento para 30% de redução caso os principais países poluidores assumam meta idêntica) e pelo menos 50% até 2030. É, no entanto, uma posição globalmente positiva, admitem as ONG.

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por Quercus às 17:12

A União Europeia precisa de um novo compromisso que faça avançar a ação climática internacional

Segunda-feira, 14.10.13

Foto: Conselho da União Europeia

Os ministros europeus do ambiente começaram hoje a preparar o terreno para a liderança da UE no avanço das próximas negociações internacionais sobre o clima [ver conclusões do Conselho Europeu do Ambiente]. A história tem mostrado que chegar às COP [Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas] com posições claras e coerentes é uma das melhores formas de influenciar positivamente as negociações.

“É boa a proposta da UE, que estabelece 2014 como prazo para que os países apresentem novas metas climáticas”, diz Ulriikka Aarnio, da Rede de Acção Climática (CAN Europa). "No entanto, os ministros não fazem qualquer referência ao aumento do objectivo europeu de curto prazo. A UE continua a desafiar os outros países a aumentar a ação, mas recusa rever a meta de 20% de redução de emissões até 2020, objectivo já ultrapassado. O aumento desta meta a nível europeu é fundamental para garantir os aliados de que a UE necessita, a tempo de assegurar um acordo ambicioso e vinculativo em 2015, em Paris”.

Para construir essas alianças com sucesso, os Estados-Membros devem também alterar a sua fraca abordagem ao financiamento climático. Amanhã, na reunião dos 28 ministros das Finanças da UE (Ecofin), os ministros devem esclarecer como vão cumprir as promessas que fizeram há alguns anos no sentido de intensificar a ajuda financeira aos países mais vulneráveis [saiba mais aqui]. Na Mesa Redonda de Alto Nível sobre Financiamento Climático na COP19, em Varsóvia, a UE deve estar pronta para firmar compromissos para 2014 e 2015, inclusive avançando com compromissos iniciais para o Fundo Verde para o Clima.

Infelizmente, as propostas europeias para o desenvolvimento das negociações sofreram um revés devido à conturbada presidência polaca da COP, que tem prejudicado gravemente a credibilidade da UE. O envolvimento da Polónia com o grupo de lobby anti-clima Business Europe na pré-COP, acolhendo uma polémica conferência sobre carvão e clima, e a aceitação de patrocínios de “empresas sujas”, provocaram tensões mesmo antes da COP ter início. Se quer ser vista como um dos actores relevantes nestas negociações, a UE tem de lidar com o comportamento contraproducente do seu estado pária.

(adaptado deste comunicado da Rede Europeia de Ação Climática - CAN Europe)

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por Quercus às 19:22

O que é a COP19?

Terça-feira, 30.07.13

COP19 é a designação dada à décima nona Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC), que irá decorrer em Varsóvia, na Polónia, entre 11 e 22 de Novembro de 2013. O encontro inclui a realização da nona Conferência das Partes enquanto reunião das Partes do Protocolo de Quioto (CMP9).

Saiba mais nestas ligações:

Página oficial do país anfitrião

Página oficial da UNFCCC

Página especial para reserva de alojamento

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por Quercus às 15:52





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